Mostrando postagens com marcador Liceu de Humanidades de Campos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Liceu de Humanidades de Campos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Soneto de Fidelidade em Espanhol

A nossa aluna, Larissa Barreto Gomes da turma 903 nos emocionou declamando em espanhol o Soneto de Fidelidade de Vinícius de Moraes.
 


Sobre todo para mi amor estaré atento

Antes, y com tal celo, y siempre, y tanto

Que aun enfrente del mayor encanto

De él se encante más mi pensamiento

Quiero vivirlo em cada vano momento

Y em su honor he de esparcir mi canto

Y reír mi risa y derramar mi llanto
A su pesar o a su contento.


Y así, cuando más tarde me busque

Quién sabe que muerte, angustia de quien vive

Quién sabe que soledad, fin de quien ama

Que pueda yo decirme del amor ( que tuve ):

Que no sea inmortal, puesto que es llama,

Pero que sea infinito mientras dure.





Queremos agradecer a profª Zildimar de espanhol pelo empenho e participação no "Café Literário'.


 Besito cariñoso...

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Exposição de Arte do Liceu

Olá meus queridos, hoje eu trouxe para vocês um pouquinhos das fotos da "Exposição de Arte" do Liceu. Queremos parabenizar alunos e os professores, Clausner, Stefane, Vânia e Claudisséa por esse projeto. Belíssimos trabalhos!
























Beijinhos artísticos...

domingo, 8 de dezembro de 2013

Pela Luz do Liceu





 
Quando eu entrei no Liceu,
logo em seguida vi um brilho no olhar,

daqueles que com amor e afeto

no seu coração iam trabalhar.

Eu fiquei com o coração batendo ao ver

aquela escola linda,

pois vi que ali muitos futuros iam mudar.

É uma escola de tanta tradição

onde minha mãe veio estudar.

Formou muitos médicos e advogados

tanta gente que não dá pra imaginar.
  
Claro que com tanto amor, já dá pra saber

no que vai dar,

Pois eu sei que vou lembrar de lá.

Matheus Santos Martins
Turma 908
Mateus foi o nosso ganhador do Concurso de Paródias. Parabéns, Mateus! Você deu um show!





Quem entregou o prêmio de 1º lugar foi a nossa querida amiga e professora Rosana Faria Quintanilha, Diretora Pedagógica da Regional Norte Fluminense. 


Beijinhos carinhosos e até 2014 com o próximo "Concurso de Paródias"!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Ode ao Liceu




Vou contar uma história

Que me ocorreu, vim estudar aqui no Liceu
Fiquei tão honrado, lisonjeado
De estudar aqui no Liceu.
Liceu de Humanidades
A sua idade revela um peso cultural
Suas paredes viram tristeza e melancolia
Que não sai de lá, não sai de lá, não sai.

Mas, o seu passado está registrado,
tá marcado em nossas vidas
Pois cada minutinho que aqui passo
E um fato pra guardar na sua história.

Dentro da senzala, suas salas
Que um dia abrigaram muitos escravos
Que trabalhavam pro Barão.
Sofreram, padeceram sem nenhuma condição
Mas que hoje fazem parte dessa linda conclusão
Chega de saudades.

Eduardo Felipe e Matias Rangel - turma 3007

Eduardo e Matias foram premiados com o 3º lugar. Parabéns, meninos, vocês foram guerreiros! Ficamos muito felizes!
Um agradecimento, especial para o Matias, que foi solidário e tocou para o Mateus, seu adversário. Vamos ficar com saudades, vocês estão encerrando a carreira de alunos do Liceu com louvor!


A nossa diretora, a Profª Norma, premiando o 3º lugar com a paródia, "Ode ao Liceu", com a música "Chega de saudade" do Vinícius de Moraes, Eduardo e Matias da turma 3007.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Nossa ESCOLA e nossos ALUNOS são especiais!

Meus queridos, como vocês sabem, nossa escola está passando por uma grande reforma. Por todos os lados a gente vê homens trabalhando, escada, quebra aqui, quebra lá, muito barulho, enfim,obra! Deem uma olhadinha nas fotos abaixo:

 
































Mesmo com todo esse caos, tem sempre uma aluna  que chega na nossa Biblioteca e pergunta: "Tia,  entregaram 'A menina que roubava livros'? Ainda, não?! Promete que não esquece de guardar pra mim? Amanhã eu volto. Tchau, Tia, fica com Deus!"  E todos os dias são assim!
Apesar de todos os transtornos e problemas que nós estamos passando com a reforma, mesmo na nossa correria do dia a dia, nos deparamos com essa cena:


Não é preciso dizer nada. A cena já diz tudo! Vou contar como foi:
Outro dia, eu estava passando correndo, (ultimamente estou vivendo assim: correndo!) quando vi a Mariana, nossa aluna da 2009, sentadinha, em meio ao caos, lendo... Voltei e pedi, minha linda posso tirar uma foto? Ela respondeu: "Ah, tia, tô toda desarrumada... mas sorriu e disse: Pode sim! Gente, eu vibro! Nossa Biblioteca é viva!

Nossa ESCOLA e nossos ALUNOS são ESPECIAIS! 


Eu fico emocionada! Tem jeito! Quando alguém falar que a "Educação" não tem mais jeito, vamos responder que tem SIM! 
Beijinhos emocionados...


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A Bilbioteca do Liceu na XVI Bienal Internacional do Livro




Está acontecendo no Rio de Janeiro, de 29 de Agosto a 08 de Setembro de 2013 a XVI Bienal Internacional do Livro e nós da Biblioteca do Liceu, não podíamos ficar de fora. Nossa Agente de Leitura, Profª Valéria Oliveira, professores e alunos do Liceu de Humanidades de Campos, foram se deliciar com as novidades literárias, algumas atrações como Café Literário, Encontro com Autores e Mulher e Ponto, debates e lançamentos imperdíveis.

 
Professores, alunos e nossa Agente de Leitura - Valéria Oliveira

 
O país homenageado nesta Bienal 2013 é a Alemanha, berço de diversos filósofos renomados e autores modernos como Manfred Geier, Julia Friese, Wladmir Kaminer entre outros que confirmaram presença nesse intercâmbio cultural.

Encontro com Autores e Conexão Jovem

Lugar perfeito para encontrar aquele escritor superbadalado que você adora. Autores dos livros mais vendidos passarão por aqui para conversar e debater suas obras. Com grande capacidade de público, este ano o evento terá atrações como Nicholas Sparks, um dos mais queridos e lidos da atualidade, autor de livros como "Diário de uma Paixão" e "Noites de Tormenta"; Thalita Rebouças e Maurício de Sousa estarão juntos no lançamento do livro "Ela Disse, Ele Disse: o namoro"; James C. Hunter, autor de "O Monge e o Executivo" e Sylvia Day, autora de "Toda Sua".

A Bienal do Livro Rio é um dos maiores eventos literários do país, um grande encontro que tem o livro como astro principal. Para os leitores, é a oportunidade de se aproximarem de seus autores favoritos, além de conhecerem muitos outros. Durante onze dias, o Riocentro sedia a festa da cultura, da literatura e da educação. Nos espaços dedicados às atrações, o público pode participar de debates e bate-papos com personalidades culturais e de atividades recreativas que promovem a leitura. Atraente e diversificada, a Bienal do Livro Rio é diversão para toda a família!
Maiores informações, acesse: http://www.bienaldolivro.com.br/

Beijinhos carinhosos e aguardem...
Nossa Biblioteca está ficando lindona!

sábado, 6 de julho de 2013

Feia

Olá meus queridos, hoje eu trouxe pra vocês uma história real.
Qual será o limite da maldade de uma mãe com sua filha? Como enfrentar tal situação e tornar-se uma das pessoas mais respeitadas em seu país? São perguntas como estas que Constance Briscoe vai responder ao longo de Feia, autobiografia em que ela conta como enfrentou fome e sede, solidão, maus tratos e preconceito de amigos e familiares.
Clare? Ela só descobriu seu verdadeiro nome ao formar-se no colégio. Foi uma menina com enurese noturna (distúrbio em que a criança faz xixi durante a noite), que sempre viveu sob as ameaças de sua mãe, Carmen Briscoe. Ao longo dos anos, diferentemente do que ocorria com suas irmãs e irmãos, ela era espancada e humilhada todos os dias, tendo que trabalhar desde os 12 anos para se sustentar. De simples puxões de cabelo e xingamentos a chutes na barriga, socos na cara e queimaduras com ponta de cigarro e ferro quente, Clare aguentou firme por mais de uma década a convivência com sua mãe, ao ponto de ter que fazer uma cirurgia nos seios para retirar caroços que surgiram decorrente dos espancamentos. No fim, ela ficou abandonada em uma casa antiga, sem luz, água e comida.
Ao longo de quase 400 páginas, o leitor conhecerá a vida de uma menina que conviveu com uma mãe cruel, um pai ausente e irmãs omissas, enfrentando tudo e todos para alcançar seu maior sonho: ser advogada.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Hino ao Liceu de Humanidades de Campos

Arquitetura, Escola e Memória - Liceu de Humanidades de Campos




Arquitetura, Escola e Memória: Liceu de Humanidades de Campos
( Resumo do Trabalho de Pesquisa dos Professores da UENF Silvia Alicia Martinez, Marcelo Carlos Gantos e Maria Amélia de Almeida Pinto Boynard)

Ícone da próspera economia rural do século XIX na região, o Solar foi construído para residência de um Barão. Em 1883 foi adquirido para que nele se instalasse o Liceu de Humanidades de Campos.
Originalmente residência do Barão e da Baronesa da Lagoa Dourada, o edifício, desde sua construção, manteve forte relação com a cidade de Campos. Atas de reuniões da Câmara Municipal apresentam pedidos do Sr. José Martins Pinheiro, o Barão, rico fazendeiro da cidade, vereador, juiz de paz e pessoa envolvida com o processo de urbanização e com outras causas sociais – haja vista que foi agraciado pelo Imperador com o título nobiliárquico por ter auxiliado, financeiramente, no envio dos “Voluntários da Pátria” à Guerra do Paraguai – de abertura de rua em frente ao prédio, considerado, à época, distante da área urbana central.


Mandado construir na parte mais alta da cidade, longe das enchentes que assolavam outros locais – por serem mais baixos e próximos do Rio Paraíba do Sul – o Solar foi percebido na cidade como majestosa, rica e moderna obra de arquitetura.

Apenas quatorze anos depois, o Engenheiro Saturnino de Brito foi contratado para dar início a um projeto de saneamento geral para Campos, marcado pela racionalidade técnica e econômica e provocando ‘uma nova leitura da cidade como organismo vivo em crescimento e como objeto de intervenção’, o que representava uma preocupação política e social de alguns campistas.
Consideramos, ademais, que a localização de uma escola secundária do porte do Liceu – equiparado ao Colégio Pedro II em 1901 e único do tipo no interior do Estado durante o fechamento do Liceu de Niterói – num prédio aristocrático foi um marco na urbanização da cidade de Campos, pois se constituiu em símbolo do ‘moderno’ em área da cidade distante da Câmara, da Matriz de São Salvador e do grande comércio.
Em relatório do Diretor do Liceu e da Escola Normal ao Secretário do Interior, encontrado recentemente, são descritas adaptações necessárias para o bom funcionamento das escolas: “... as dependências térreas do prédio do Lyceu formam um grande quadrado com uma área central onde vão ser as portas e janellas destas aulas. Estas dependências foram transformadas em onze espaçosas salas, satisfazendo a todas as condições hygienicas... Dá ingresso aos alumnos para a Escola Normal o grande portão do lado esquerdo contiguo ao corpo central do edifício do Lyceu, em cujo pavimento inferior estão as salas de espera das alumnas, a da toilette e uma outra onde estão installadasduas latrinas do systema ‘Unitas’, observadas no seu assentamento todas as condições exigidas pela hygiene. As escolas de applicação são também servidas por duas latrinas do mesmo systema.”
 
A política de valorização do ensino secundário possibilitou a expansão das matrículas e fez necessária a construção de um prédio anexo, do lado esquerdo do Solar, na década de 1960. Esse prédio, que em nada respeitou o elegante estilo neoclássico da antiga residência do Barão da Lagoa Dourada, foi denominado “Pavilhão João Tavares da Hora”, em homenagem ao estimado professor e diretor do Liceu.Em meados da década de 1990 uma nova política estadual foi aventada: ocupar o Solar como um Centro Cultural ligado à Secretaria Estadual de Cultura. Foi iniciada, então, uma ampla restauração do edifício, ao mesmo tempo em que outro anexo, o “Pavilhão Yvan Senra Pessanha”, homenagem a um ex-aluno, era construído na parte dos fundos, à direita. 
Os jornais noticiaram, à época da inauguração do palacete, ao som de música e dança, que “era o mais rico edifício e o do melhor gosto que hoje se encontra na nossa cidade e seus subúrbios”. Ali havia se instalado um aparelho que produziria gás, o que dá provas que não tinham sido poupados esforços para dotar a residência dos mais modernos avanços tecnológicos, à época.
A função “de moradia” do prédio durou pouco tempo, porém. Em 1883, após suicídio do Barão, o edifício foi levado a leilão e adquirido, pela Câmara Municipal, para ser o Liceu de Humanidades da cidade de Campos.
Em 22 de novembro de 1880 foi criado o Liceu de Humanidades de Campos, pelo Decreto Estadual n° 2503. Seu regulamento foi aprovado em 21 de outubro de 1881, sendo Presidente da Assembléia Legislativa Provincial João Marcellino de Souza Gonzaga.
“Em novembro (de 1883) já estavam angariados 14 contos para a aquisição do prédio. Uma comissão nomeada para escolher o edifício, composta do Dr. Manoel Francisco de Oliveira, Dr. Manoel Rodrigues Peixoto e comendador Antonio Manoel da Costa, preferiu o do então falecido Barão da Lagoa Dourada, sendo arrematado em praça do espólio, 12 de dezembro, pela quantia de 25 contos. Para logo, o Presidente da Província, José Godoy e Vasconcellos, em vista da doação feita pela Câmara Municipal de Campos, doação essa aprovada em sessão de 28 de dezembro, mandou fazer a necessária instalação.”
Enfim, em 1884, o Liceu começou a funcionar num prédio cuidadosamente escolhido para representar a importância que a educação escolar passava a ter no novo projeto de país-republicano – que seria vitorioso apenas quatro anos mais tarde. Importante ressaltar a influência de Campos na luta pela abolição do sistema escravocrata e do regime imperial no Brasil.
A mudança de função do prédio, por outro lado, implicava em modificações que o configurassem como educandário, ou seja, de prédio familiar deveria ser adaptado às novas funções. Algumas dessas modificações, não muitas, aconteceriam logo nos primeiros anos. No ano de 1886, por exemplo, foram mandadas construir ‘latrinas para os alunos e reparos das destinadas aos professores’ (Relato do Presidente da Província, 1883, p. 33). Outras iriam ocorrer posteriormente, com a criação da Escola Normal e da Escola Modelo e com a expansão da escolarização pública a partir dos anos 1960.
As condições climáticas da cidade também determinaram alguns cuidados tomados, à época, seguindo conceitos ‘científicos’. Os preceitos higiênicos de então concebiam a cidade como lugar que deveria ser livre de doenças e de desorganização, com saúde garantida por obras de saneamento que excluiriam tudo que significasse doença, física ou social.



Os en(cantos) do Solar - o Salão Nobre, a Escadaria, o Mirante, a Sala de Jantar retomaram as funções primeiras. São admirados pelos visitantes como elementos de um rico casarão.
A mudança da função de prédio, de solar familiar a instituição educativa, é uma característica que não pode ser negligenciada, principalmente porque é um vestígio das políticas educacionais da época. Ainda, essa mudança de função de prédio não se constituiu em fato isolado na cidade, tendo os antigos casarões da época do Império se transformado para albergar novos ocupantes e usos nos limiares do século XX: o Solar do Visconde de Araruama tornou-se Câmara Municipal e o Solar do Comendador Paraíba, o Hotel Gaspar. Mudança esta que não estava desvinculada das transformações pelas quais atravessava a sociedade brasileira, decorrentes de um novo projeto modernizador.

 Para quem estudou no LICEU nunca se denomina ex-liceísta. São todos eternamente liceístas. Com orgulho desmedido por ter passado por estes bancos escolares, de lembranças maravilhosas e de construção do futuro. O LICEU é o colégio estadual mais procurado pelos pais, em toda região norte do Estado do Rio de Janeiro, que desejam que seus filhos sejam liceístas. 
São palavras de Coelho Neto representativas, elas mesmas, do significado da mudança da função do prédio e da mudança da sociedade:“É a mais grata impressão que levo do estabelecimento, solar de um antigo senhor, hoje seminário fecundo. Depois de semeador da terra, o semeador das almas. Prefiro a última lavoura.”

fonte: http://lhclabinfo.blogspot.com.br/
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...