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terça-feira, 4 de março de 2014

A poesia brasileira segundo Alfredo Bosi


Olá meus queridos, sei que estou sumidinha mas estamos à todo vapor arrumando a nossa Biblioteca. Depois vou postar algumas fotos para vocês verem. Separei um texto muito legal sobre poesia. Nesse mês de março vamos comemorar o "Dia da Poesia", então estou pesquisando umas postagens bem interessantes. Prometo postar alguns livros de poesia!!!

Com a poesia você é capaz de conhecer mais sobre o Brasil, além de aumentar sua cultura.



Foto: Com a poesia você é capaz de conhecer mais sobre o Brasil, além de aumentar sua cultura


A palavra grega poiesis, que deu origem ao termo poesia, refere-se de forma geral a "criar ou fazer" e ao conceito de "produção artística". Assim, é possível dizer que existe poesia sempre que alguém, ao criar ou fazer qualquer coisa, é tomado pelo sentimento do belo, ou sempre que uma pessoa se comove diante de indivíduos, lugares ou mesmo objetos. Uma pintura, uma foto, um gesto, uma música, um filme ou um conto podem estar carregados de poesia.


Já em latim, a palavra poema significa "composição em verso" e ainda "companhia de atores", e no grego, poíéma é o que se faz, a obra, a criação do espírito, a invenção. Pode-se dizer que o poema é poesia que se organiza e se faz representar com palavras.
Entre conceitos tão subjetivos, seria muita pretensão recomendar a lista definitiva dos melhores livros de poemas. Certamente as crianças teriam os seus favoritos, assim como os apaixonados, os ressentidos, os nostálgicos... E todos estariam certos em suas escolhas. Afinal, como classificar ou comparar as emoções?
Mas é possível recomendar bons títulos para quem deseja ampliar seus conhecimentos e sua capacidade de se emocionar e de se surpreender. Para descobrir o mundo da poesia ou se aprofundar nele, confira nossas indicações, baseadas numa lista elaborada por Alfredo Bosi, professor, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.
O premiado autor e estudioso de literatura partiu de uma linha do tempo para destacar 120 grandes obras da Literatura Brasileira, das quais selecionamos os livros de poesia. "O que esta linha do tempo representa? Explicitamente, a história da Língua Portuguesa. O que ficou implícito foi a inclusão de obras de autores brasileiros de nascimento ou adoção, que já nos deixaram, mas permanecem vivos na vida de suas obras, na leitura que delas fazemos e na memória que merecem como artistas da língua portuguesa no Brasil",  disse Bosi.
Sobre os livros de poesia, o professor ressaltou os nomes de Mário de Andrade, Jorge de Lima, Murilo Mendes, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e João Cabral de Melo Neto. "São todos poetas de envergadura nacional e internacional, que precisam ser conhecidos pelos nossos alunos secundários e universitários", falou.
Confira a lista de Alfredo Bosi e veja informações sobre cada uma das obras. Vale lembrar que algumas são de domínio público e estão disponíveis para download na internet. Outras podem ser encontradas em livrarias e bibliotecas de todo o país.

  • Brasil Colônia (séculos 16, 17 e 18)
Autos e Poesias, de José de Anchieta - A obra de José de Anchieta é a primeira manifestação literária em terras brasileiras. Tem linguagem simples e é marcada pela preocupação em reforçar conceitos morais e espirituais.
Cartas Chilenas, de Tomás Antônio Gonzaga - São poemas que satirizam e criticam desmandos de componentes do governo e que circularam em Vila Rica poucos anos antes da Inconfidência Mineira, em 1789.  
Glaura, de Manuel Inácio da Silva Alvarenga - Um conjunto de poemas composto por rondós e madrigais, com sonoridade musical, que conta as desventuras de um poeta apaixonado por uma pastora. O estilo sentimental e espontâneo do autor abre o caminho para o Romantismo.
Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga - Os versos amorosos, inspirados na paixão do autor pela jovem Maria Dorotéia, expressam o desejo por uma vida simples e bucólica, marca do Arcadismo, mas já trazem indícios do sentimentalismo romântico.
Música do Parnaso, de Manuel Botelho de Oliveira - O primeiro livro impresso criado por um autor nascido no Brasil foi lançado em Portugal e traz poemas barrocos, com destaque para o poema A Ilha de Maré, que exalta elementos da natureza do Brasil.
O Caramuru, de Frei José de Santa Rita Durão - O poema épico reúne relatos históricos, descreve paisagens e faz referências a costumes e lendas indígenas, além de abordar o tema do amor universal ao contar a história do português Diogo Álvares Correa, o Caramuru, e jovem índia Paraguaçu.
O Uraguai, de Basílio da Gama - Poema épico sobre a luta de espanhóis e portugueses contra índios e jesuítas dos Sete Povos das Missões. Para alguns estudiosos, definiu o início do Romantismo.
Obras Poéticas, de Cláudio Manuel da Costa - O livro reúne a produção lírica do autor e marca a fundação da Arcádia Ultramarina, uma instituição que reunia os autores mais importantes da época.
Poesias, de Gregório de Matos - O autor barroco conhecido como "boca-do-inferno" por seus poemas satíricos, obscenos e críticos, também abordou o amor idealizado e a reflexão moral. As contradições são uma constante em seus poemas, que oscilam entre o sagrado e o profano, o sublime e o grotesco, a busca por Deus e os apelos terrenos.
Prosopopéia, de Bento Teixeira - O único livro do autor é um épico de importância histórica, que narra acontecimentos no Brasil e na batalhe em Alcácer-Quibir, na África.
Viola de Lereno, de Domingos Caldas Barbosa - Livro que registra poemas, cantigas e modinhas do sacerdote, músico e poeta, famoso por improvisar trovas ao som da viola, usando vocabulário e sintaxe marcantemente brasileiros. 
  • Romantismo, Realismo, Parnasianismo e Simbolismo (século 19) 
As Primaveras, de Casimiro de Abreu - O único livro lançado pelo poeta já mostra todo o sentimentalismo que caracteriza sua obra e traz temas como a nostalgia da infância, a natureza, a exaltação da juventude e da pátria, a idealização da mulher amada e o pressentimento da morte.
Broquéis, de Cruz e Sousa - Destacada como a obra que inaugura o Simbolismo na literatura brasileira, tem linguagem figurada e requintada, com muitas metáforas e versos de grande musicalidade, carregados de sentimento.
Cântico do Calvário, de Fagundes Varela - Um exemplo sentimental e humano da poesia lírica e melancólica do autor, que revela paixão contida e religiosidade, mas também o pessimismo e o culto à morte.
Dona Mística, de Alphonsus de Guimaraens - A poesia do autor simbolista é marcada pela espiritualidade, numa atmosfera de religiosidade e mistério que se evidencia nos três temas centrais de toda sua obra: o misticismo, o amor e a morte.
Espumas Flutuantes, de Castro Alves - São 53 poemas lírico-amorosos, que não só se referem a mulher na forma idealizada, mas buscam o amor real e carnal, com toques de erotismo. Traz no título a referência à transitoriedade, indício da sensação de morte que atinge o poeta.
Inspirações do Claustro, de Junqueira Freire - Os poemas autobiográficos demonstram a angústia e o arrependimento do autor por ter se tornado monge e procurado na vida religiosa a saída para seus questionamentos íntimos e problemas familiares.
O Guesa, de Sousândrade - No poema em treze cantos, baseado numa lenda indígena, o autor inova na linguagem, cria neologismos e metáforas surpreendentes, numa obra que só foi devidamente reconhecida muito tempo depois.
Obras, de Álvares de Azevedo - Publicados postumamente, os poemas do autor são marcados pela melancolia, sarcasmo e subjetividade. Os temas são o desejo de amor nunca realizado, a incapacidade de adaptação ao mundo real e a busca pela morte.
Poesias, de Olavo Bilac - Obra de estreia do mais importante poeta parnasiano e um dos mais populares do Brasil, mostra extremo rigor na forma e na linguagem e traz os famosos sonetos "Via- Láctea" e "Profissão de Fé".
Primeiras Trovas Burlescas, de Luís Gama - Uma reunião de poesias líricas e satíricas, que ridicularizam a aristocracia e os poderosos da época e mostram o olhar crítico do autor, poeta, jornalista e advogado, que chegou a ser vendido como escravo na infância.
Primeiros Cantos, de Gonçalves Dias - O livro traz temas como a nostalgia, a dor do amor, a natureza e a força da crença religiosa e inova ao mostrar o índio como personagem principal da saga, apresentando-o como heroi.
Segundos Cantos e Sextilhas de Frei Antão, de Gonçalves Dias - O conjunto de poemas narrativos escritos em português arcaico e classificados pelo autor como "ensaios filosóficos", são uma tentativa de aproximar a literatura portuguesa e a literatura brasileira.
Sinfonias, de Raimundo Correia - Reúne alguns dos sonetos mais notáveis da literatura brasileira, com o apuro formal característico do Parnasianismo. Para Manuel Bandeira, Raimundo Correia é autor de "alguns dos versos mais misteriosamente belos da língua portuguesa".
Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães - A obra une as ideias de poesia e experiência, de arte e vivência e trata de individualismo, patriotismo, idealização da infância, evocação da natureza e sentimentalismo e é considerada a primeira representante do Romantismo brasileiro.
Vozes dÁfrica - O Navio Negreiro, de Castro Alves - Os poemas apresentam a linguagem e o estilo característicos da terceira geração romântica e revelam a relação da poesia com a oratória, visando à comoção e persuasão do leitor em defesa das ideias liberais a abolicionistas do autor, conhecido como Poeta dos Escravos.
  • Pré-modernismo (séculos 19 e 20)
Eu, de Augusto dos Anjos - Único livro lançado pelo poeta, tem um notável rigor na forma, com um tom amargo e sombrio, que mostra ao mesmo tempo obsessão pela morte e aversão a ela. A linguagem científica e o vocabulário considerado de "mau gosto" causaram polêmica na época do lançamento, em 1912.
Poemas e Canções, de Vicente de Carvalho - Com prefácio de Euclides da Cunha em sua primeira edição, o livro foi um grande sucesso de público e apresenta poemas de grande rigor formal, que se aproximam do Parnasianismo, mas mantém a expressão lírica e sentimental do Romantismo.
Últimos Sonetos, de Cruz e Sousa - A poesia dramática e de linguagem forte e exuberante, revela a angústia do autor diante da proximidade da morte e seu anseio pelo reconhecimento de seu valor artístico.
  • Modernismo (século 20)
Alguma Poesia, de Carlos Drummond de Andrade - Primeiro livro de poesias do autor, é um elo entre a primeira e a segunda geração do Modernismo. Aliando sensibilidade, inteligência e humor ao verso livre e à linguagem coloquial, Drummond lança um olhar poético sobre o cotidiano.
Libertinagem, de Manuel Bandeira - A obra mais vanguardista do poeta, mostra sua intenção de romper com as formas tradicionais e acadêmicas da poesia. Os versos livres, o humor e a linguagem coloquial sugeridos pelo Modernismo se harmonizam com a refinada simplicidade de Bandeira.
Martim-Cererê, de Cassiano Ricardo - Um conjunto de poemas com variações de forma e ritmo, faz referências à lendas indígenas e africanas para retratar a formação do Brasil. O livro foi revisto várias vezes pelo autor que na 12ª edição incluiu um artigo revogando as edições anteriores.
Pau-Brasil, de Oswald de Andrade - Primeiro livro de poesia do escritor, é símbolo do movimento conhecido como Poesia Pau-Brasil, criado no Modernismo brasileiro por Oswald na literatura e por Tarsila do Amaral na pintura.
Paulicéia Desvairada, de Mário de Andrade - Considerada a base do Modernismo no Brasil, a obra que rompeu com a estética literária da época é uma coletânea de poemas sobre a cidade de São Paulo, a metrópole em contínua transformação.
Raça, de Guilherme de Almeida - O ensaísta e poeta faz uma sofisticada síntese lírica da formação do povo brasileiro, adotando a linha nacionalista do Modernismo.
Ritmo Dissoluto, de Manuel Bandeira - Livro da segunda fase Modernista, apresenta temas do cotidiano como matéria poética, com predominância de versos livres e quebra da cadência rítmica tradicional.
  • Pós-modernismo (século 20)
49 Um por Todos, de José Paulo Paes - Uma reunião de textos publicados anteriormente revela a força poética do autor, indicando as linhas de continuidade em sua obra e a definição de sua voz própria, que se consolida em seu humor e nos jogos verbais cheios de lirismo.
A Poesia em Pânico, de Murilo Mendes - Obra de um dos autores que mais se identificou com o Surrealismo e que mostra uma visão particular da religiosidade, conciliando a preocupação social e seu interesse pelo sobrenatural.
A Rosa do Povo, de Carlos Drummond de Andrade - Considerada por muitos como a mais importante obra do autor, traz poemas escritos entre 1943 e 1945, período de crise no mundo, quando os horrores da II Guerra Mundial angustiavam a humanidade e o Brasil enfrentava a ditadura de Getúlio Vargas.
A Túnica Inconsútil, de Jorge de Lima - Poemas espiritualistas, que demonstram grande fervor religioso e procuram estabelecer a poesia como um meio de comunicação entre o natural e o sobrenatural, entre o humano e o divino.
Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade - Retomando formas clássicas, como soneto, o poeta mostra um tom desiludido e pessimista, sem, no entanto, abandonar o lirismo que o caracteriza e o olhar crítico para o mundo ao seu redor.
Flor da Morte, de Henriqueta Lisboa - A obra reúne textos de caráter intimista e filosófico de uma das escritoras mais importantes do Modernismo e foi classificada por Carlos Drummond de Andrade como "uma persistente, ondulante e apaixonada meditação sobre a morte".
Invenção de Orfeu, de Jorge de Lima - Um poema complexo, em dez cantos de estilos variados, que reúne referências a epopéias clássicas, como a Divina comédia, Eneida, Os Lusíadas e a própria Bíblia, além de elementos sociais brasileiros.
Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto - Uma das obras mais importantes da literatura brasileira, é um conjunto de poemas dramáticos criados para um auto de Natal que narra a saga de um retirante nordestino que parte para a cidade grande tentando escapar da miséria.
O Cão sem Plumas, de João Cabral de Melo Neto - Poema publicado em 1950, que descreve as condições sub-humanas enfrentadas pelos moradores das palafitas às margens do rio Capibaribe, no Recife, e inicia um ciclo em que o poeta mostra sua preocupação com a realidade nordestina e a denúncia da miséria.
Poemas, Sonetos e Baladas, de Vinicius de Moraes - Um dos mais belos livros do poeta, lançado em edição limitada, com 22 ilustrações do artista Carlos Leão. Traz poemas famosos que depois foram reproduzidos em várias antologias, como Soneto de Fidelidade, Soneto da Separação, Balada das meninas de Bicicleta, entre outros.
Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles - Uma narrativa épica e poética, elaborada a partir de uma detalhada pesquisa histórica, que retrata a sociedade mineira no século XVIII, com destaque para as personalidades envolvidas na Inconfidência Mineira.
Viagem, de Cecília Meireles - Os doze poemas dessa obra são como fases de uma jornada espiritual da autora, onde a vida e a poesia se misturam de forma intimista, num tom leve, porém melancólico.
Xadrez de Estrelas, de Haroldo de Campos - O autor, um dos criadores da poesia concreta brasileira, apresenta uma seleção de sua produção poética de 1949 a 1974, destacando a busca por novas formas de estruturação e sintaxe, tanto em poemas curtos quanto em longos poemas em prosa.
 
E aí, qual livro de poesia você vai escolher? Estamos esperando uma visitinha sua!!!!
Beijinhos carinhosos e aguardem as fotos da reforma.
 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Os Fantásticos Livros Voadores do Sr. Morris Lessmore

Olá meus queridos, ontem, dia 29 de outubro, foi o Dia Nacional do Livro, para comemorar, trouxe para vocês um apaixonante curta metragem, vencedor do Oscar 2012 do Melhor Curta Animado, "The fantastic flying books of my Mr. Morris Lessmore" .
É uma homenagem às comédias de Buster KeatonO Mágico de Oz, e o prazer de ler livros.
Numa mistura de diversas técnicas de animação, o premiadíssimo autor, Willian Joyce e o co-autor Brandon Oldenburg criaram uma história apaixonante.
Vale a pena assistir até o final!Percebemos como é apaixonante o poder da leitura! Somos transportados para um mundo além do nosso!
Como sou Agente de Leitura, me sensibilizei com ele  fazendo uma verdadeira "operação", ou seja, salvando uma vida, recuperando um livro... Belíssimo! O final é emocionante! Bem, vou deixar vocês tirarem suas próprias conclusões!!!
Tudo começa com Morris Lessmore sentado de boa em sua sacada, escrevendo sua biografia, quando de repente um furacão varre a cidade onde ele mora, devastando tudo à sua volta. Desolado pela visão triste das ruas arrasadas e cobertas por páginas de livros destroçados, Lessmore anda sem rumo até se deparar com uma visão bastante peculiar: uma mulher que “voa”, guiada por livros voadores que a suspendem no ar e trazem de volta toda a cor e magia que foram sugadas da cidade destruída pelo furacão arrasador. Em um primeiro momento, Lessmore estranha aquela cena inusitada e tenta fazer seu próprio livro voar como os livros daquela moça – sem sucesso. Ao ver sua decepção, a mulher pede que um de seus livros voadores vá ao encontro de Lessmore e vai embora, levada pelos demais livros.

O livro que vai até Lessmore certamente chama mais a atenção dos nativos da língua inglesa do que a nossa, visto que o personagem que ilustra a obra é nada mais, nada menos que o icônico Humpty Dumpty, figura conhecida dos livros de poesia infantil clássicos da Grã-Bretanha e dos EUA. Humpty Dumpty convida Lessmore, então, a segui-lo e o homem, sem ter uma opção melhor, segue o livro voador, que o guia até uma casa em um local retirado – uma biblioteca, repleta de livros voadores e cheia de vida e magia. Dentro da biblioteca, além dos milhares de livros animados, Lessmore encontra uma parede repleta de retratos de pessoas – dentre elas, a mulher que ele vira há pouco.
Assim, o protagonista acaba virando curador da biblioteca, chegando até a salvar a vida de um clássico de Júlio Verne, Da Terra à lua (From the Earth to the Moon). Cada pessoa que chega na biblioteca – geralmente ainda arrasada por conta do furacão – é imediatamente contagiada pela magia dos livros que Lessmore lhe empresta. E assim Lessmore vai vivendo a vida, cuidando dos livros, alegrando a vida das pessoas e, eventualmente, terminando de escrever sua biografia – com a ajuda e o aconselhamento de seus novos amigos voadores. O final da história, como de praxe, vocês vão ter que assistir para saber.
Fonte: Texto de autoria de Thalita Uba.  

Beijinhos carinhosos e emocionados...



quarta-feira, 1 de maio de 2013

A galinha ruiva

Era uma vez uma galinha ruiva, que morava com seus pintinhos numa fazenda.
Um dia ela percebeu que o milho estava maduro, pronto para ser colhido e virar um bom alimento.
A galinha ruiva teve a ideia de fazer um delicioso bolo de milho. Todos iam gostar!
Era muito trabalho: ela precisava de bastante milho para o bolo.
Quem podia ajudar a colher a espiga de milho no pé?
Quem podia ajudar a debulhar todo aquele milho?
Quem podia ajudar a moer o milho para fazer a farinha de milho para o bolo?
Foi pensando nisso que a galinha ruiva encontrou seus amigos:
- Quem pode me ajudar a colher o milho para fazer um delicioso bolo? - Eu é que não, disse o gato. Estou com muito sono.
- Eu é que não, disse o cachorro. Estou muito ocupado.
- Eu é que não, disse o porco. Acabei de almoçar.
- Eu é que não, disse a vaca. Está na hora de brincar lá fora.
Todo mundo disse não.
Então, a galinha ruiva foi preparar tudo sozinha: colheu as espigas, debulhou o milho, moeu a farinha, preparou o bolo e colocou no forno.
Quando o bolo ficou pronto ...
Aquele cheirinho bom de bolo foi fazendo os amigos se chegarem. Todos ficaram com água na boca.
Então a galinha ruiva disse:
- Quem foi que me ajudou a colher o milho, preparar o milho, para fazer o bolo?
Todos ficaram bem quietinhos. ( Ninguém tinha ajudado.)
- Então quem vai comer o delicioso bolo de milho sou eu e meus pintinhos, apenas. Vocês podem continuar a descansar olhando.
E assim foi: a galinha e seus pintinhos aproveitaram a festa, e nenhum dos preguiçosos foi convidado. 

Se queremos dividir a recompensa, devemos compartilhar o trabalho.

Dia do Trabalho




No dia 1º de maio, comemora-se o Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador, como forma de celebrar as conquistas dos trabalhadores ao longo da história. Nessa mesma data, em 1886, ocorreu uma grande manifestação de trabalhadores na cidade de Chicago, nos Estados Unidos.
O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889 por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à memória dos mártires de Chicago e ao que esse dia significou na luta dos trabalhadores por seus direitos.

Sugestão de leitura: A galinha ruiva - um conto popular inglês. Uma galinha muito esperta mostra como é feio ser preguiçoso.

Dia do Trabalhador no Brasil


Até o início da Era Vargas (1930-1945) certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris eram bastante comuns, embora não constituísse um grupo político muito forte, dado a pouca industrialização do país. Esta movimentação operária tinha se caracterizado em um primeiro momento por possuir influências do anarquismo e mais tarde do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, ela foi gradativamente dissolvida e os trabalhadores urbanos passaram a ser influenciados pelo que ficou conhecido como trabalhismo.

Até então, o Dia do Trabalhador era considerado por aqueles movimentos anteriores (anarquistas e comunistas) como um momento de protesto e crítica às estruturas sócio-econômicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transforma um dia destinado a celebrar o trabalhador no Dia do Trabalhador. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas pelos trabalhadores a cada ano, neste dia. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalhador passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares. Atualmente, esta característica foi assimilada até mesmo pelo movimento sindical: tradicionalmente a Força Sindical (uma organização que congrega sindicatos de diversas áreas, ligada a partidos como o PDT) realiza grandes shows com nomes da música popular e sorteios de casa própria. Na maioria dos países industrializados, o 1º de maio é o Dia do Trabalho. Comemorada desde o final do século XIX, a data é uma homenagem aos oito líderes trabalhistas norte-americanos que morreram enforcados em Chicago (EUA), em 1886. Eles foram presos e julgados sumariamente por dirigirem manifestações que tiveram início justamente no dia 1º de maio daquele ano. No Brasil, a data é comemorada desde 1895 e virou feriado nacional em setembro de 1925 por um decreto do presidente Artur Bernardes.

Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalhador, no Brasil, se expressa especialmente pelo costume que os governos têm de anunciar neste dia o aumento anual do salário mínimo. Outro ponto muito importante atribuído ao dia do trabalhador foi a criação da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, em 01 de maio de 1943.
Com sede em Brasília, a Justiça do Trabalho é composta pelo Tribunal Superior do Trabalho, por tribunais regionais e por juntas de conciliação e julgamento.
No Brasil, a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente proíbem o trabalho infantil. Infelizmente, existem milhares de crianças de 5 a 14 anos de idade trabalhando em lavouras, carvoarias, olarias, pedreiras, mercado informal e atividades domésticas, sem nenhum tipo de remuneração e, o que é muito pior, sem direito de freqüentar a escola.
O trabalhador é peça-chave na sociedade. Por isso, todo e qualquer tipo de trabalho honesto deve receber admiração e respeito.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Dia Internacional do Livro Infantil - 02 de abril


Olá meus queridos, hoje é um dia muito especial para a criançada, pois é o Dia Internacional do Livro Infantil.
O dia 2 de abril é festejado em mais de sessenta países, em razão do nascimento, em 1805, do poeta e novelista Hans Christian Andersen, na Dinamarca. Ele recebeu o título de "criador da Literatura Infantil Internacional"
Suas histórias são recheadas de elemntos lúdicos como bichos e objetos falantes. Hans escreveu mais de 165 contos.
até hoje os seus livros encantam as crianças de todo o mundo. Sua vida literária começou com uma poesia "O Menino Moribundo". Depois desta obra, ele se consagrou com os clássicos infantis, dentre eles, podemos citar:
  • A Vendedora de Fósforos;
  • A Pequena Sereia
  • A Roupa Nova do Rei;
  • O Patinho Feio;
  • O Soldadinho de Chumbo e muito mais. 
A Literatura Infantil, surgiu no século XVII com Fenélon. As histórias tem a função de educar moralmente as crianças e geralmente são inspiradas nas lendas e tradições do folclore dos povos, com os clássicos da Literatura Mundial. Os livros podem ter, ainda, caráter didátco ou apenas lúdico. Há, também, livros apenas ilustrados, sem texto.
Quem não se lembra de Esopo, com suas fábulas? 
  • A Cigarra e a Formiga;
  • A Tartaruga e a Lebre e etc.
Outro autor que podemos destacar, é o francês, Jean de La Fontaine que reescreveu fábulas de Esospo.
Não poderíamos deixar de falar no autor de "O Gato de Botas", "A Bela Adormecida", "O Pequeno Polegar" e muitos outros livros, o também autor francês, Charles Perrault.
E os irmãos Jacob e Wilhelm Grimm, os famosos "irmãos Grimm" com seus contos:
  • Branca de Neve e os Sete Anões;
  • Chapeuzinho Vermelho; 
  • João e Maria;
  • Rapunzel e muitos outros.
Muitas destas histórias, fábulas, contos, fizeram parte da nossa infância e ainda povoam o imaginário das nossa crianças. 


Você poderá dar uma olhadinha nesse posto do nosso Blog em que tem um jogo muito legal sobre os clássicos da Literatura Infantil.
Acesse, divirta-se e volte a ser cianças.
Clássicos da Literatura Infantil


Até a próxima...
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